O Palco, o Inconsciente e o Coração

Furioso como nunca
Meu inconsciente declama
Centenas de palavras de ordem

Com o fervor de um discurso
Acaba atingindo meu pulso
E ainda diz para mim
Sua vida deve ter fim

Glorioso como poucos
Meu coração se estende
Naquele ardente asfalto

E padece como um passarinho
Que rebelde, foge do ninho
Mesmo sem saber voar
Coração, não sabes amar

E que glória se faz ao padecer
Sem entender as próprias palavras de ordem?
Melhor seria nem nascer
À deixar que as mazelas nos assolem?

Então deixo a vida
Como deixo o palco
No tempo em que tudo era lindo
No tempo em que eu sofria sorrindo

Com as cortinas abertas

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