Mandala

Eis que um “adeus” antes de um “oi”,
Transforma a vida num anti-caminho
Palavras escritas são perdidas
Momentos ternos, abortados
E tudo que poderia ser vivido
Apodrece, enquanto mera potência
Numa abominável estante profana
Frente uma mandala que não me liga
Ao cosmos dos amores possíveis
Só ao cosmos onde eles morrem
Onde os amores sequer nascem
Mas me fazem, derrotado, perguntar:
Estarei eu, condenado ao não-você?

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